sexta-feira, 6 de julho de 2012
Vacaciones
Adoro tirar férias. Quem não adora, não é?
Férias é a coroação de um ano inteiro de trabalho árduo, chefe no pé, prazos pra terminar (no meu caso), e todas as "mazelas" que só um emprego fixo tem, mas que indicam que tu tens um emprego fixo, o que acaba sendo bom.
Resolvi fazer algo bem diferente nessas férias: viajar para um lugar aonde normalmente não é um destino turístico ou um paraíso para se descansar. Assim, cá estou eu em Curitiba, na casa de um amigo, ficando de bobeira e dando voltinha de carro enquanto ele trabalha até a noite.
Muito embora não seja uma cidade eminentemente voltada para o Turismo, Curitiba tem muita coisa pra se fazer. No meu caso, estou aproveitando para aprender novos passos de dança e, ao mesmo tempo, ensinar técnicas de violão para o meu grande amigo Carlos (O Andejo Vadio - blog). Já experimentei pratos diversos, tomei bons vinhos, dei muitas risadas e mantive a correspondência eletrônica em dia, de maneiras que apenas a minha cabeça está efetivamente descansando, o que vem a ser meu objetivo principal em se tratando de férias.
Já estava há um bom tempo sem conviver com o brother Eduardo, principalmente após um ano dividindo teto com ele. O bom disso é que não há qualquer tipo de stress, sendo que, por sermos grandes, melhores amigos, podemos nos xingar até a morte sem que isso represente que nossa amizade possa ser abalada. Amizades de verdade são exatamente assim, sem um motivo pra ter início, mas com a certeza de que serão pra sempre.
Hoje, baile de tango na companhia de Carlos Grispan, igualmente um amigo que surgiu da forma mais surreal, e que as mazelas do tempo e as vicissitudes da vida não diminuíram nossa parceria. Mais tarde, bora pro samba e/ou pro Forró.
Domingo, a tão esperada (???) volta pra casa, pro colo de quem me faz feliz e me faz ser, a cada dia, uma pessoa melhor.
Em breve, novo post sobre a segunda parte das férias, essas sim, em Floripa, como não poderia deixar de ser.
Kisses to everyone.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Bicuíra... mas mantenha o respeito
Pro cara se pegar às 3h51min da matina escrevendo em blog, só pode ser uma das três:
1) Apaixonado que perdeu o sono;
2) Bêbado que resolveu xingar a ex;
3) Algo de muito mega blaster bom pra escrever.
Digamos que eu esteja com a opção 3 (o que não impede que eu, bêbado no nível da opção 1, tenha algo de bom pra escrever). Segura na mão de Deus e vai, já diria a outra,
Acerca do título... desde 2004 eu tenho vontade de vir morar na praia. E, curiosamente, é sempre nos anos PARES que esse lampejo me surge. De 2004 a 2010, fatores externos me fizeram desistir da idéia, sendo que, em 2011, já com outras prioridades da minha vida, abdiquei novamente por achar que a minha cidade, o meu convívio pessoal e as pessoas queridas eram superiores ao meu desejo.
Bueno! 2012 chegou e, com ele, mais uma chance de mudar, de viver o desejo tão almejado, a pretensão tão sonhada. Passados alguns meses desde a efetiva concretização do objetivo, posso dizer, com todas as letras, POR QUE DIABOS EU NÃO VIM ANTES??
Essa decisão tão drástica não tem nome nem sobrenome (muito embora o desejo de voltar tenha ambos...), mas possui um aura de amizades e convívios que são, em muito, superiores às minhas idiossincrasias e vicissitudes comportamentais, de maneiras que a proximidade com a capital e a possibilidade de lá chegar de forma rápida só me fazem ter certeza da decisão que tomei.
Nunca, em hipótese alguma, vou desmerecer tudo de bom (e ruim) vivi nos arredores de Porto Alegre, e isso inclui pessoas, lugares e atitudes. Todavia, minha nova condição não podia ser mais plena, cheia de aspectos positivos que não se limitam ao ambiente de trabalho, mas a tudo que se pode esperar de uma mudança tão radical.
Agora, corro no sol na beira mar, pedalo com a vista marinha por testemunha, danço até gastar os pés e, principalmente, aprendi o sentido da amizade desinteressada, aquela que existe por respeito, admiração e, sobretudo, pelo singelo desejo de conviver com pessoas que valham a pena.
Sendo eu músico, serei obrigado a declinar alguns dos tantos nomes que, desde a minha chegada, tem feito com que minha estada tenha sido mais harmoniosa e definitiva, em especial Fernando Costa, Carlos D' Lucka, Serginho Sá, André Cardoso, entre outros...
Não! Essa lista não está em eventual ordem de relevância ou importância, mas que um quinteto formado por essa galera tem tudo pra quebrar as estruturas de qualquer lugar, AH isso tem!
Bueno. Essa é a síntese aproximada do que senti vindo morar na praia: um lugar diferenciado, com estrutura, pessoas e comportamentos que, cada vez mais, fazem-me ver o acerto da minha decisão.
E, sim, cheiro do violão. Tu és o principal, mais forte, talvez único, motivo que me faça querer repensar tudo isso. Mas a tua nobreza de caráter e a tua individualidade me fazem respeitar-te ainda mais, ao ponto de não prejudicar minha individualidade, mas mantendo o respeito que mereces e que te és inato.
Beijo a todos os potenciais leitores.
1) Apaixonado que perdeu o sono;
2) Bêbado que resolveu xingar a ex;
3) Algo de muito mega blaster bom pra escrever.
Digamos que eu esteja com a opção 3 (o que não impede que eu, bêbado no nível da opção 1, tenha algo de bom pra escrever). Segura na mão de Deus e vai, já diria a outra,
Acerca do título... desde 2004 eu tenho vontade de vir morar na praia. E, curiosamente, é sempre nos anos PARES que esse lampejo me surge. De 2004 a 2010, fatores externos me fizeram desistir da idéia, sendo que, em 2011, já com outras prioridades da minha vida, abdiquei novamente por achar que a minha cidade, o meu convívio pessoal e as pessoas queridas eram superiores ao meu desejo.
Bueno! 2012 chegou e, com ele, mais uma chance de mudar, de viver o desejo tão almejado, a pretensão tão sonhada. Passados alguns meses desde a efetiva concretização do objetivo, posso dizer, com todas as letras, POR QUE DIABOS EU NÃO VIM ANTES??
Essa decisão tão drástica não tem nome nem sobrenome (muito embora o desejo de voltar tenha ambos...), mas possui um aura de amizades e convívios que são, em muito, superiores às minhas idiossincrasias e vicissitudes comportamentais, de maneiras que a proximidade com a capital e a possibilidade de lá chegar de forma rápida só me fazem ter certeza da decisão que tomei.
Nunca, em hipótese alguma, vou desmerecer tudo de bom (e ruim) vivi nos arredores de Porto Alegre, e isso inclui pessoas, lugares e atitudes. Todavia, minha nova condição não podia ser mais plena, cheia de aspectos positivos que não se limitam ao ambiente de trabalho, mas a tudo que se pode esperar de uma mudança tão radical.
Agora, corro no sol na beira mar, pedalo com a vista marinha por testemunha, danço até gastar os pés e, principalmente, aprendi o sentido da amizade desinteressada, aquela que existe por respeito, admiração e, sobretudo, pelo singelo desejo de conviver com pessoas que valham a pena.
Sendo eu músico, serei obrigado a declinar alguns dos tantos nomes que, desde a minha chegada, tem feito com que minha estada tenha sido mais harmoniosa e definitiva, em especial Fernando Costa, Carlos D' Lucka, Serginho Sá, André Cardoso, entre outros...
Não! Essa lista não está em eventual ordem de relevância ou importância, mas que um quinteto formado por essa galera tem tudo pra quebrar as estruturas de qualquer lugar, AH isso tem!
Bueno. Essa é a síntese aproximada do que senti vindo morar na praia: um lugar diferenciado, com estrutura, pessoas e comportamentos que, cada vez mais, fazem-me ver o acerto da minha decisão.
E, sim, cheiro do violão. Tu és o principal, mais forte, talvez único, motivo que me faça querer repensar tudo isso. Mas a tua nobreza de caráter e a tua individualidade me fazem respeitar-te ainda mais, ao ponto de não prejudicar minha individualidade, mas mantendo o respeito que mereces e que te és inato.
Beijo a todos os potenciais leitores.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Bem vindo, 2012
Passei tanto tempo sem postar nada que achei até estranho voltar a escrever no bloguinho, mas estava precisando dar uma desabafada geral nas coisas da minha vida.
Andaram acontecendo tantas coisas diferentes, tantos altos e baixos, que, por algum momento, não soube bem como lidar com isso. Rejeição, ser tratado como "bengala" por quem merecia uma "bengalada" nos beiços, "inconformismos" exacerbados com o único intuito de me difamar, me queimar diante das pessoas... e olha que esse é o lado leve da história, minha testa que o diga!
Felizmente, o tempo passou, eu soube dar a volta por cima de tudo isso que aconteceu comigo e, vendo toda essa situação "de fora", posso dizer em alto e bom som: QUE BOM QUE FOI ASSIM. Acho que evoluí muito como pessoa, convivi com pessoas fantásticas que souberam me cuidar, me aceitar e, principalmente, me ajudar a evoluir e mudar radicalmente de vida, chegando no ponto em que estou hoje.
Não preciso tripudiar em cima de ninguém, falar mal ou ficar dando indiretas. Minha vida passou a seguir um caminho só, e cabe a mim trilhá-lo da melhor forma possível, o que, felizmente, está acontecendo.
Àqueles que se meteram, tomaram partido, só tenho a lamentar, pois as coisas "externas" voltaram a ser como eram antes, com a vantagem de que posso aproveitar as coisas sem ter que me preocupar em dar satisfações ou dividir minha atenção com ninguém que não seja digno.
Tô me bastando demais nessa nova fase. Certos vícios estão definitivamente extirpados, e isso tem m dado novas perspectivas, novas alternativas, uma amplitude de visão que nem eu mesmo sabia que tinha. Nova fase, nova vida!
E, pra coroar tudo isso, o surgimento de alguém realmente especial, que surgiu de uma forma discreta, foi chegando, chegando... e "bagunçou" tudo internamente, mas de uma forma maravilhosa, que está me fazendo voltar a ter atitudes mais condizentes com a minha atual fase e, principalmente, com a minha maturidade. Muito embora as coisas estejam acontecendo de uma forma muito serena, calma, estão acontecendo e evoluindo de um jeito surpreendentemente interessante, talvez da maneira que realmente tenham que acontecer para dar certo. Dessa vez, não ficarei na torcida pra dar certo, mas farei com que as coisas aconteçam, tudo com muito respeito e muita, mas muita admiração, carinho e afeto.
Próximo objetivo de 2012? Manter esse blog atualizado, porque, por bastante tempo, ele só serviu pra divulgar flyer de shows, shows estes que foram uma terapia intensa, que me fortaleceu e me fez ver tudo de errado que estava fazendo pra minha vida.
Bueno, por ora, é isso.
Andaram acontecendo tantas coisas diferentes, tantos altos e baixos, que, por algum momento, não soube bem como lidar com isso. Rejeição, ser tratado como "bengala" por quem merecia uma "bengalada" nos beiços, "inconformismos" exacerbados com o único intuito de me difamar, me queimar diante das pessoas... e olha que esse é o lado leve da história, minha testa que o diga!
Felizmente, o tempo passou, eu soube dar a volta por cima de tudo isso que aconteceu comigo e, vendo toda essa situação "de fora", posso dizer em alto e bom som: QUE BOM QUE FOI ASSIM. Acho que evoluí muito como pessoa, convivi com pessoas fantásticas que souberam me cuidar, me aceitar e, principalmente, me ajudar a evoluir e mudar radicalmente de vida, chegando no ponto em que estou hoje.
Não preciso tripudiar em cima de ninguém, falar mal ou ficar dando indiretas. Minha vida passou a seguir um caminho só, e cabe a mim trilhá-lo da melhor forma possível, o que, felizmente, está acontecendo.
Àqueles que se meteram, tomaram partido, só tenho a lamentar, pois as coisas "externas" voltaram a ser como eram antes, com a vantagem de que posso aproveitar as coisas sem ter que me preocupar em dar satisfações ou dividir minha atenção com ninguém que não seja digno.
Tô me bastando demais nessa nova fase. Certos vícios estão definitivamente extirpados, e isso tem m dado novas perspectivas, novas alternativas, uma amplitude de visão que nem eu mesmo sabia que tinha. Nova fase, nova vida!
E, pra coroar tudo isso, o surgimento de alguém realmente especial, que surgiu de uma forma discreta, foi chegando, chegando... e "bagunçou" tudo internamente, mas de uma forma maravilhosa, que está me fazendo voltar a ter atitudes mais condizentes com a minha atual fase e, principalmente, com a minha maturidade. Muito embora as coisas estejam acontecendo de uma forma muito serena, calma, estão acontecendo e evoluindo de um jeito surpreendentemente interessante, talvez da maneira que realmente tenham que acontecer para dar certo. Dessa vez, não ficarei na torcida pra dar certo, mas farei com que as coisas aconteçam, tudo com muito respeito e muita, mas muita admiração, carinho e afeto.
Próximo objetivo de 2012? Manter esse blog atualizado, porque, por bastante tempo, ele só serviu pra divulgar flyer de shows, shows estes que foram uma terapia intensa, que me fortaleceu e me fez ver tudo de errado que estava fazendo pra minha vida.
Bueno, por ora, é isso.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
É galera. Vou aproveitar meu bloguinho pra contar uma novidade... Estou voltando a tocar. E vai ser com a banda Samba D' Rock. Um sonho antigo de tocar um ritmo que eu gosto de uma forma um pouco diferente, mais casual, intimista.
Conto com toda galera lá, até porque é aniver da Bina, minha patroa. O grande show da noite vai ser da Forrozuando, banda fera de forró de Porto Alegre, além de um dj mandando ver nos mais diversos ritmos.Logo, a garantia de festa é certa. Tô esperando tudo mundo. Até lá.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Feliz ano Novo!
Fiquei um bom tempo sem escrever nada no bloguinho. Mas, como todos sabem, o ano acaba em 15/12 e recomeça depois do carnaval. Logo, até que, efetivamente, não passei tanto tempo assim sem escrever. Hehehe.
Não sei se só eu acho isso, mas o Brasil tira férias do Natal ao Carnaval. A balança comercial tem um movimento de quitanda, cidades como Porto Alegre ficam transitáveis mesmo das 18h às 20h, escolas e universidades hibernam (não que isso seja tão ruim, hahahaha) e, mesmo para aqueles que passaram o verão trabalhando, como eu, percebe-se um clima diferenciado nesta época.
Mas nem tudo é reclamação! Assim como reduzimos a "pressão" do dia a dia durante o verão, o litoral parece tomado, cada vez mais, por um fenômeno que vou chamar de "Sampaulinização" ou "Toquiolização" da vida cotidiana. As pessoas enfrentam até 06h de engarrafamentos para ir de Porto Alegre a Tramandaí, não encontram lugar para estacionar, disputam espaço em ruas e avenidas com pedestres, automóveis, motocicletas, barraquinhas de sorvete, crepe e cachorro quente...
Tudo isso para quê? Para que se sintam "em férias", disputando a tapa um espaço inferior a um metro quadrado de areia escaldante, ao lado, primeiro, de um grupo de 20 pessoas que chegou às 8h da manhã com 04 caixas de cerveja, uma churrasqueira, 04 pares de raquete de frescobol e, pra completar, uma bola de futebol; e, de outro, de uns dois ou três casais desses "novos ricos" que compram casa em condomínio fechado em Atlântida e ficam na praia reclamando que o Mercedes ficou no sol, e que "o grupinho de probretões" do lado não para de encher a cara e tocar bolinha de borracha nas costas deles, sem dar a mínima atenção ao fato que você NÃO ESTÁ nem em um grupo, nem em outro.
Além de tudo isso... os preços. Ahhh, que alegria chegar na beira da praia e pagar R$ 2,50 por UM MILHO (que custa em torno de R$ 0,40 o QUILO debulhado); R$ 4,00 uma lata de cerveja; R$ 3,00 um picolé de fruta; R$ 5,00 dois pedaços de queijo assado...pra ficar por aí. Ao voltar da praia, temos que dar aquela clássica passadinha no mercado, que tem um ágio de, pelo menos, 15% nos preços se comparado à filial existente na capital, razão pela qual sobreviver 02 meses na praia em alta temporada é um verdadeiro exercício prático de direito financeiro.
Não bastasse "só" isso, há também o considerável aumento da violência no litoral durante os meses de janeiro e fevereiro. Pra quem já trabalhou por 04 temporadas na praia, como eu, diretamente envolvido com o direito criminal, é notória a migração da violência para o litoral, tornando-se absurdos os índices de arrombamentos, furtos de veículos e a pedestres, roubos, lesões corporais, tráfico de drogas e, pra completar, embriaguez ao volante (cheguei a ver um processo aonde o motora foi pego com "apenas"1,45 dg/l), razão pela qual o litoral no verão tornou-se, efetivamente, uma miniatura das grandes cidades acima referidas.
Dá pra chegar a uma conclusão bem simples: se você não for assaltado por alguém na entrada de casa, vai ser "assaltado" pelas bancas de milho, picolé e pelos vendedores ambulantes. Se escapar do engarrafamento da free-way, vai enfrentá-lo pra chegar em casa, levando 02h para vir de Imbé a Tramandaí, por exemplo. É, como eu falei, a "Sampaulinização" do litoral na alta temporada, pois qualquer semelhança com a grande megalópole não é mera coincidência.
E os argentinos? nossos hermanos invadem o litoral norte do RS com seus carros fantásticos e sua habilidade ímpar de dirigir, bebem nossa bebida, comem nossa comida, acabam com o nosso trânsito e a nossa paz, e ainda vão embora sem querer pagar as multas. Daí também não dá!! Tenta ir pra Argentina aprontar metade das "farrinhas" que os hermanos aprontam aqui e sair de lá numa boa. Garanto que não rola.
Apenas pra constar. Não estou crucificando o litoral do RS. Ao contrário. Praticamente nasci e cresci correndo nas areias de Tramandaí, e não me arrependo um único segundo de todo esse tempo maravilhoso. O litoral catarinense sofre dos mesmos problemas, com as desvantagens de que fica ainda mais longe, e que estamos falando da CAPITAL do Estado, o que demonstra o total despreparo para um estado que se considera um dos principais destinos turísticos do Brasil e, talvez, da América do Sul. É que como evito Floripa em janeiro e fevereiro como um padre evita mulheres (hahahahahaha), escrevo sobre os locais onde tenho maior conhecimento de causa.
Se existe alguma solução para isso? Em âmbito coletivo, não sei.
A minha particular? Férias em março! as praias esvaziam, os preços voltam ao patamar para "locais", aluguéis ficam mais baratos, o trânsito volta ao fluxo normal, e ainda tenho cerca de 20 dias de total calor para curtir.
Essa é a minha dica sobre como enfrentar o verão. Mas juro que, se algum dia esse blog atingir muitos acessos diários ou mensais, edito esse tópico e apago a dica de março, pra continuar aproveitando a praia como eu aproveitava quando era beeeem guri!
Não sei se só eu acho isso, mas o Brasil tira férias do Natal ao Carnaval. A balança comercial tem um movimento de quitanda, cidades como Porto Alegre ficam transitáveis mesmo das 18h às 20h, escolas e universidades hibernam (não que isso seja tão ruim, hahahaha) e, mesmo para aqueles que passaram o verão trabalhando, como eu, percebe-se um clima diferenciado nesta época.
Mas nem tudo é reclamação! Assim como reduzimos a "pressão" do dia a dia durante o verão, o litoral parece tomado, cada vez mais, por um fenômeno que vou chamar de "Sampaulinização" ou "Toquiolização" da vida cotidiana. As pessoas enfrentam até 06h de engarrafamentos para ir de Porto Alegre a Tramandaí, não encontram lugar para estacionar, disputam espaço em ruas e avenidas com pedestres, automóveis, motocicletas, barraquinhas de sorvete, crepe e cachorro quente...
Tudo isso para quê? Para que se sintam "em férias", disputando a tapa um espaço inferior a um metro quadrado de areia escaldante, ao lado, primeiro, de um grupo de 20 pessoas que chegou às 8h da manhã com 04 caixas de cerveja, uma churrasqueira, 04 pares de raquete de frescobol e, pra completar, uma bola de futebol; e, de outro, de uns dois ou três casais desses "novos ricos" que compram casa em condomínio fechado em Atlântida e ficam na praia reclamando que o Mercedes ficou no sol, e que "o grupinho de probretões" do lado não para de encher a cara e tocar bolinha de borracha nas costas deles, sem dar a mínima atenção ao fato que você NÃO ESTÁ nem em um grupo, nem em outro.
Além de tudo isso... os preços. Ahhh, que alegria chegar na beira da praia e pagar R$ 2,50 por UM MILHO (que custa em torno de R$ 0,40 o QUILO debulhado); R$ 4,00 uma lata de cerveja; R$ 3,00 um picolé de fruta; R$ 5,00 dois pedaços de queijo assado...pra ficar por aí. Ao voltar da praia, temos que dar aquela clássica passadinha no mercado, que tem um ágio de, pelo menos, 15% nos preços se comparado à filial existente na capital, razão pela qual sobreviver 02 meses na praia em alta temporada é um verdadeiro exercício prático de direito financeiro.
Não bastasse "só" isso, há também o considerável aumento da violência no litoral durante os meses de janeiro e fevereiro. Pra quem já trabalhou por 04 temporadas na praia, como eu, diretamente envolvido com o direito criminal, é notória a migração da violência para o litoral, tornando-se absurdos os índices de arrombamentos, furtos de veículos e a pedestres, roubos, lesões corporais, tráfico de drogas e, pra completar, embriaguez ao volante (cheguei a ver um processo aonde o motora foi pego com "apenas"1,45 dg/l), razão pela qual o litoral no verão tornou-se, efetivamente, uma miniatura das grandes cidades acima referidas.
Dá pra chegar a uma conclusão bem simples: se você não for assaltado por alguém na entrada de casa, vai ser "assaltado" pelas bancas de milho, picolé e pelos vendedores ambulantes. Se escapar do engarrafamento da free-way, vai enfrentá-lo pra chegar em casa, levando 02h para vir de Imbé a Tramandaí, por exemplo. É, como eu falei, a "Sampaulinização" do litoral na alta temporada, pois qualquer semelhança com a grande megalópole não é mera coincidência.
E os argentinos? nossos hermanos invadem o litoral norte do RS com seus carros fantásticos e sua habilidade ímpar de dirigir, bebem nossa bebida, comem nossa comida, acabam com o nosso trânsito e a nossa paz, e ainda vão embora sem querer pagar as multas. Daí também não dá!! Tenta ir pra Argentina aprontar metade das "farrinhas" que os hermanos aprontam aqui e sair de lá numa boa. Garanto que não rola.
Apenas pra constar. Não estou crucificando o litoral do RS. Ao contrário. Praticamente nasci e cresci correndo nas areias de Tramandaí, e não me arrependo um único segundo de todo esse tempo maravilhoso. O litoral catarinense sofre dos mesmos problemas, com as desvantagens de que fica ainda mais longe, e que estamos falando da CAPITAL do Estado, o que demonstra o total despreparo para um estado que se considera um dos principais destinos turísticos do Brasil e, talvez, da América do Sul. É que como evito Floripa em janeiro e fevereiro como um padre evita mulheres (hahahahahaha), escrevo sobre os locais onde tenho maior conhecimento de causa.
Se existe alguma solução para isso? Em âmbito coletivo, não sei.
A minha particular? Férias em março! as praias esvaziam, os preços voltam ao patamar para "locais", aluguéis ficam mais baratos, o trânsito volta ao fluxo normal, e ainda tenho cerca de 20 dias de total calor para curtir.
Essa é a minha dica sobre como enfrentar o verão. Mas juro que, se algum dia esse blog atingir muitos acessos diários ou mensais, edito esse tópico e apago a dica de março, pra continuar aproveitando a praia como eu aproveitava quando era beeeem guri!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Enfermeira do Purgatório e Merendeiros do Apocalipse
Bueno.
O Princípio da Intranscedência diz que nenhuma pena passará da figura do condenado. Está lá, expresso no art. 5º da Constituição Federal, sendo basilar do Processo Penal Brasileiro.
Da mesma forma, o Princípio da Presunção da Inocência diz que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da decisão condenatória. Resumindo, só quando se acabarem os recursos do réu ("recursos", no sentido de "toda e qualquer medida pra retardar o processo. E não são poucos, acreditem) é que poderemos sair na rua e apontar para alguém, dizendo "assassino", "ladrão", "estuprador" (e não esTRUpador, por favor!), "corrupto", etc.
Mas, de vez em quando, situações fáticas tiram a gente do sério, de uma forma tão intensa que não conseguimos manter um controle, uma isenção, uma equidistância daquilo que presenciamos.
Assim é o caso da enfermeira que, em tese, "morfinou" 11 recém-nascidos.
Assim é o caso da cúpula do município de Canoas que, em tese, superfaturou os preços de merenda de "boa" qualidade.
Como passar pela técnica de enfermagem ou pelo ex-prefeito na rua e segurar a vontade de gritar "assassina!!!", "corrupto!!!"?
Simples! Lembre-se que, se você fizer uma afirmação dessas sem a devida cautela, corre o risco de tomar um risco processo judicial por danos morais, pois você terá ofendido uma "suposta" homicida, um "suposto" corrupto.
Afinal, quando você (...)
- que não carrega morfina na bolsa nem assina contratos de fornecimento de alimentação para escolas;
- que paga seu IPVA e seu IPTU parcelados pra não pagar multa;
- que é demandado judicialmente porque o Estado não tem culpa se você perdeu tudo em uma enchente;
(...) Resolve manifestar sua opinião quando um jornal de alcance nacional divulga tais notícias na hora da sua janta, tirando a sua fome, saindo à rua para gritar "assassina!" ou "corrupto!", pode ser surpreendido com um oficial de justiça na porta da sua casa, entregando uma citação para responder, como RÉU, a um processo de indenização, por ter gritado "assassina!" ou "corrupto!".
Logo, lembre sempre: Quando tiver vontade de sair à rua para clamar por justiça, para pedir investigações sobre as situações que, diariamente, são publicadas em jornais "isentos", é o seu BOLSO que pode pagar a conta, pois a Constituição proíbe que se chame enfermeiras que trazem seringas de morfina e dopam crianças de "assassinas", bem como políticos que assinam contratos para fornecer merenda com diferença de valores em torno de R$ 4.000.000,00 de "corruptos", afinal, só se é culpado após o trânsito em julgado.
Da mesma forma, imagina se a suposta "assassina!" ou o suposto "corrupto!" estão passeando na rua acompanhados!! A pena não pode passar da figura do condenado, o que faz presumir que, mesmo efetivamente condenados, não podemos expor os amigos e parentes das "assassinas!" e dos "corruptos!", pois eles não tem culpa, e também podem processar você.
Fica aqui a pergunta: Quem é a vítima mesmo???
(P.S. Olha só o dinheiro que o Collor perdeu quando metade da massa estudantil do país foi às ruas gritar ANTES de ele ser definitivamente cassado... coitado do Collor...)
O Princípio da Intranscedência diz que nenhuma pena passará da figura do condenado. Está lá, expresso no art. 5º da Constituição Federal, sendo basilar do Processo Penal Brasileiro.
Da mesma forma, o Princípio da Presunção da Inocência diz que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da decisão condenatória. Resumindo, só quando se acabarem os recursos do réu ("recursos", no sentido de "toda e qualquer medida pra retardar o processo. E não são poucos, acreditem) é que poderemos sair na rua e apontar para alguém, dizendo "assassino", "ladrão", "estuprador" (e não esTRUpador, por favor!), "corrupto", etc.
Mas, de vez em quando, situações fáticas tiram a gente do sério, de uma forma tão intensa que não conseguimos manter um controle, uma isenção, uma equidistância daquilo que presenciamos.
Assim é o caso da enfermeira que, em tese, "morfinou" 11 recém-nascidos.
Assim é o caso da cúpula do município de Canoas que, em tese, superfaturou os preços de merenda de "boa" qualidade.
Como passar pela técnica de enfermagem ou pelo ex-prefeito na rua e segurar a vontade de gritar "assassina!!!", "corrupto!!!"?
Simples! Lembre-se que, se você fizer uma afirmação dessas sem a devida cautela, corre o risco de tomar um risco processo judicial por danos morais, pois você terá ofendido uma "suposta" homicida, um "suposto" corrupto.
Afinal, quando você (...)
- que não carrega morfina na bolsa nem assina contratos de fornecimento de alimentação para escolas;
- que paga seu IPVA e seu IPTU parcelados pra não pagar multa;
- que é demandado judicialmente porque o Estado não tem culpa se você perdeu tudo em uma enchente;
(...) Resolve manifestar sua opinião quando um jornal de alcance nacional divulga tais notícias na hora da sua janta, tirando a sua fome, saindo à rua para gritar "assassina!" ou "corrupto!", pode ser surpreendido com um oficial de justiça na porta da sua casa, entregando uma citação para responder, como RÉU, a um processo de indenização, por ter gritado "assassina!" ou "corrupto!".
Logo, lembre sempre: Quando tiver vontade de sair à rua para clamar por justiça, para pedir investigações sobre as situações que, diariamente, são publicadas em jornais "isentos", é o seu BOLSO que pode pagar a conta, pois a Constituição proíbe que se chame enfermeiras que trazem seringas de morfina e dopam crianças de "assassinas", bem como políticos que assinam contratos para fornecer merenda com diferença de valores em torno de R$ 4.000.000,00 de "corruptos", afinal, só se é culpado após o trânsito em julgado.
Da mesma forma, imagina se a suposta "assassina!" ou o suposto "corrupto!" estão passeando na rua acompanhados!! A pena não pode passar da figura do condenado, o que faz presumir que, mesmo efetivamente condenados, não podemos expor os amigos e parentes das "assassinas!" e dos "corruptos!", pois eles não tem culpa, e também podem processar você.
Fica aqui a pergunta: Quem é a vítima mesmo???
(P.S. Olha só o dinheiro que o Collor perdeu quando metade da massa estudantil do país foi às ruas gritar ANTES de ele ser definitivamente cassado... coitado do Collor...)
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